Afonso Arinos

Paracatu, 1868 - Barcelona, 1916

Afonso Arinos de Melo e Franco nasceu em Paracatu, Minas Gerais, em 1º de maio de 1868., em uma família proprietária de terras estabelecida na região desde meados do século XVIII.

Seus estudos iniciais foram realizados em Goiás, mas aos treze anos mudou-se para São João del-Rei, onde cursou o Preparatório. Em 1885, Afonso Arinos iniciou o curso de Direito em São Paulo, concluído quatro anos mais tarde. Formado, fixou-se com a família em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, e dedicou-se à vida acadêmica, tornando-se professor de História do Brasil no Liceu Mineiro. Mais tarde, foi um dos fundadores da Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde ministrou o curso de Direito Criminal.

Durante a Revolta da Armada, levante da Marinha contra o governo de Floriano Peixoto entre 1893 e 1894, abrigou em sua casa amigos escritores suspeitos de participarem do movimento, como Olavo Bilac e Coelho Neto.

Afonso Arinos destacou-se por retratar o sertão mineiro, publicando contos e textos que o firmaram como precursor do regionalismo. Na década de 1890, seus trabalhos apareceram em importantes periódicos como a Revista Brasileira e a Revista do Brasil. Suas obras principais incluem a coletânea de contos Pelo sertão (1898), o romance Os jagunços (1898) e a coletânea de artigos Notas do dia (1900). Em fevereiro de 1901, foi eleito sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e, no mesmo ano, foi eleito para a Cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sendo recebido pelo acadêmico Olavo Bilac, em 1903.

Faleceu em Barcelona, em 19 de fevereiro de 1916, aos 47 anos, após adoecer durante uma viagem à Europa.