Alphonsus Guimaraens
Ouro Preto, 1870 - Mariana, 1921
Afonso Henrique da Costa Guimarães nasceu em 24 de julho de 1870, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, onde concluiu seus estudos primários e secundários.
Aos dezoito anos perde sua prima e noiva, Constança, filha de Bernardo Guimarães, autor de A escrava Isaura. Tal fato abalou a vida do futuro poeta e marcou profundamente sua obra. Nessa época, Alphonsus de Guimaraens já colaborava com alguns periódicos locais.
Em 1890, foi para São Paulo, ingressando na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde entrou em contato com os poetas simbolistas. Além de frequentar a famosa Vila Kyrial, passou a escrever para a imprensa paulistana. Antes de se formar, transferiu seu curso para a Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Ouro Preto. Dois anos depois, Alphonsus de Guimaraens conseguiu um cargo de promotor em Conceição do Serro (MG) e, em 1906, tornou-se juiz em Mariana (MG).
Em 1897, casou-se com Zenaide de Oliveira, com quem teve 14 filhos. Entre eles, dois que seguiriam os passos do pai, tornando-se escritores: João Alphonsus (1901-1944) e Alphonsus de Guimaraens Filho (1918-2008).
Publicou seu primeiro livro, Septenário das dores de Nossa Senhora, em 1899, que foi seguido por Câmara Ardente, Dona Mystica, Kiriale e Pauvre Lyre. Há também os póstumos: Pastoral aos crentes do amor e da morte, Escada de Jacó e Pulvis.
É considerado um dos principais autores simbolistas do Brasil ao lado de Cruz e Sousa e Augusto dos Anjos.
Faleceu em 15 de julho de 1921, em Mariana, quase dois meses depois de sua filha Constança, que tinha, aproximadamente, um ano de vida.
Em 1987, foi inaugurado o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens na casa em que viveu entre os anos de 1913 e 1921. Anote o endereço para uma visita: Rua Direita, 35, no Centro Histórico de Mariana.