Maria Angélica Rodrigues

Paraty, 1829- Rio de Janeiro, 1880

Maria Angélica de Sousa Rego nasceu em 1829. Ainda criança, perdeu o pai, capitão da Guarda Real, em um acidente na Lagoa Rodrigo de Freitas. Seu tutor, amigo do pai da menina, garantiu sua educação e lhe abriu as portas para frequentar a sociedade.

Com doze anos, Maria Ribeiro escrevia versos felicitando os aniversários de amigas, e ainda na juventude colaborava em alguns periódicos da época. Casou-se aos quatorze anos com o artista plástico, e mais tarde, cenógrafo, João Caetano Ribeiro. A morte de um dos filhos do casal abalou a vida da autora, que passou a escrever como forma de amenizar sua dor. Além das mais das vinte peças teatrais, foi tradutora e participou da Sociedade de Estudos Literários do Rio de janeiro. Infelizmente, boa parte de seus textos se perdeu em um incêndio no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.

Maria Ribeiro foi uma das pioneiras na dramaturgia feminina brasileira, sendo a primeira mulher brasileira a ter uma peça encenada no país. Com o apoio do marido, envia seu primeiro texto teatral, Guite ou a feiticeira dos desfiladeiros negros (1855), para o Conservatório Dramático Brasileiro, que é bem recebido pelo presidente da instituição. A partir de então, inicia uma grande produção de peças, sejam dramas ou comédias, sempre marcadas por críticas sociais, principalmente em relação à escravidão e ao papel das mulheres na sociedade.

Maria Ribeiro faleceu em 1880, no Rio de Janeiro.